Todos os Santos
Ser Santo é permitir que Deus reine em nós.
Ser Santo é estar próximo da perfeição. É o próprio Jesus que
exorta a imitarmos a Santidade de Deus; “Sede, portanto, perfeitos como o
vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5.48).
Em novembro, concluímos o ano litúrgico com a grande solenidade
de todos os Santos e de Jesus Cristo, Rei do universo. A liturgia de
todos os Santos indica que somos eleitos para o céu, estamos a caminho
da Pátria definitiva, a Jerusalém Celeste, onde nos encontraremos diante
do trono e do cordeiro.
Os Santos apresentados oficialmente pela Igreja servem-nos de
modelo, de exemplo, de intercessão, de motivação, eles e elas nos
asseguram que com a Graça de Deus é possível chegar lá.
Os Bem-Aventurados, os Santos e Santas, não são um “Pequeno
Resto”, mas, sim, uma multidão imensa de todas as raças, nações, línguas
e povos, são aqueles que lavaram e branquearam suas vestes no sangue do
cordeiro e estão em íntima comunhão com Jesus Cristo, o filho de Deus
(Ap.7,13-17).
Ter o ideal de Santidade não significa fuga do mundo, ou se
esconder dos grandes problemas econômicos, sociais, políticos..., não é
também fuga do mundo material para se viver uma realidade puramente
espiritual. Santidade se conquista nesta terra, com todas as
dificuldades desta vida. Ser Santo é sinônimo de luta. E nunca desistir.
Somos vocacionados à Santidade como pessoas que levam uma vida normal:
vestimos roupas normais, casamos, temos filhos, convivemos numa
sociedade com toda sua problemática vigente, trabalhamos, nos
divertimos, nos alegramos, nos angustiamos..., mas, buscamos dar
testemunho da Fé, numa vida pautada pelo amor e fidelidade a Cristo.
Ser Santo é ter o ardente desejo de construir uma nova sociedade, é se tornar discípulo do reino.
Ser Santo é romper com o mundo egoísta da busca de si mesmo; é o
converter-se à pobreza evangélica, é renúncia à cobiça e o desapego das
riquezas; é ser solidário com os excluídos, ser manso diante de tanta
violência, diante de uma sociedade injusta; é termos fome e sede de
justiça, num mundo de apelos aos prazeres pecaminosos; é nos mantermos
puros de coração; é procurar a paz como um Dom e sermos pacificadores.
O Compromisso do Matrimônio, a vida conjugal e familiar, a
Espiritualidade das Equipes de Nossa Senhora, inspirada pelo Espírito
Santo e indicada pelo Padre Henri Caffarel, são caminhos para uma vida
de Santidade. Ser Santo é a plena realização de uma vida humana e
cristã.
Ver a Deus é desejo e esperança suprema do ser humano. No céu
celebraremos em plenitude o que aqui temos sacramentalmente. A plenitude
da Santidade está reservada para a eternidade, quando nos encontraremos
diante do trono do cordeiro e proclamaremos então: “A salvação pertence
ao nosso Deus que está sentado no trono e ao cordeiro” (Ap. 7,10 ).
Diácono Adonis Souza Pinto
Eq. 07 - N. S. Rosa Mística
Caçapava-SP
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